Três alunos da graduação em Engenharia de Produção e um aluno do Programa de Mestrado em Engenharia de Produção e Manufatura receberam premiações relevantes no mês de setembro.

Gabriel Dávila, Guilherme Correa e Viniccio Bastos. O grupo de alunos do curso de Engenharia de Produção venceu o desafio Unisoma 2019, através da criação de um aplicativo para a Casa da Criança Paralítica de Campinas

 

Texto e fotos | Cristiane Kämpf - Assessoria de Comunicação FCA Unicamp

Três alunos da graduação em Engenharia de Produção e um aluno do Programa de Mestrado em Engenharia de Produção e Manufatura receberam premiações relevantes no mês de setembro, evidenciando a qualidade da formação que estão recebendo durante seus cursos.

Gabriel Dávila, Guilherme Correa e Viniccio Bastos são alunos do 4º ano da graduação e participaram de um desafio proposto pela empresa Unisoma, que atua há 35 anos no mercado com Pesquisa Operacional (PO) e Business Analytics. Eles resolveram um problema de organização de horários e uso de salas por pacientes e médicos da Casa da Criança Paralítica de Campinas criando um aplicativo que pode ser gerenciado pelos próprios funcionários da instituição. O grupo levou o primeiro prêmio, mesmo concorrendo com pós-graduandos de outras instituições.

“O desafio Unisoma foi algo único na minha graduação. Primeira vez que tive contato com um problema de escala real. Tivemos que aprender diversas coisas desde de como se organizar em grupo para um projeto desse porte até novas linguagens de programação. Além de todo esse aprendizado, o desafio foi gratificante , visto que , será aplicado em um ONG que realiza um trabalho fantástico. Portanto, valeu muito a pena”, afirma Guilherme.

Já Gabriel acredita que participar do desafio foi uma das melhores decisões de sua graduação: “ao longo dos dois meses de projeto, fomos intensamente desafiados a aprender no mais amplo sentido. Tivemos de aprender não só conteúdo e técnica, mas também a realidade de um projeto aplicado de pesquisa operacional: idealizar, testar, falhar, aprender com os erros para, enfim, ter sucesso. Sem dúvidas foi uma experiência que reafirmou nosso potencial de impacto como estudantes, ao ajudar uma instituição real, que enfrenta problemas reais”.

Para Vinnicio, a experiência foi bastante complexa, já que o grupo desconhecia grande parte das linguagens e ferramentas que precisaram utilizar para resolver o problema. “Tivemos que aprender muito rápido. Foi tudo muito corrido, mas no final valeu muito a pena, chegamos numa solução bem interessante e aprendemos muito no processo”.

Empresa, Sociedade e Universidade: relação frutífera para todos

Para a Profa. Priscila Rampazzo, do curso de Engenharia de Produção, parcerias como a que possibilitou esse desafio – entre a Unicamp, a empresa Unisoma e a Organização Não-Governamental Casa da Criança Paralítica – pode trazer ganhos importantes para a sociedade.

“Acho extremamente importante iniciativas assim. Primeiro, porque é uma grande oportunidade para darmos mais um tipo de retorno à sociedade. A Unisoma escolheu muito bem a instituição do desafio, a Casa da Criança Paralítica. Segundo, estamos dando um feedback bastante positivo para uma empresa reconhecida na área de PO e Business Analytics em relação à formação dos nossos alunos. E para nossos alunos fica a motivação por terem desenvolvido um trabalho importante, uma aplicação real do que eles aprendem aqui. Com certeza foi um belo início – eles podem ir muito mais longe!”.

A docente destaca que o mérito pelo prêmio é todo dos alunos, já que ela nem mesmo chegou a ver o projeto e somente participou incentivando e tirando dúvidas pontuais.

 

De uma disciplina do mestrado, nasce uma startup

 

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O mestrando Diogo Palma, premiado durante o Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação em Engenharia de Produção 2019. Ele criou a startup Konstit, juntamente com seu colega Lucas S. Pereira

Diogo Palma e Lucas S. Pereira, alunos do Mestrado em Engenharia de Produção e Manufatura, cursaram juntos a disciplina "Métodos de Apoio à Decisão Multicritério", ministrada pelos Professores Leonardo Tomazeli e Cristiano Torezzan e, a partir dela, criaram uma plataforma para automatizar e apoiar a elaboração de laudos de avaliação de imóveis urbanos. Agora, estão colocando o produto no mercado, através da startup Konstit, que atuará com engenharia de sistemas.

“Quando finalizamos a disciplina, resolvemos desenvolver um produto completo, com foco no usuário final e que não apenas automatizaria os cálculos, mas padronizaria e digitalizaria todo o processo de elaboração de um laudo. Durante 2018 e de forma paralela ao meu trabalho de mestrado, desenvolvi com o Lucas essa plataforma”, conta.

Ele explica que a avaliação de imóveis urbanos é demandada, especialmente, por instituições financeiras, em operações que utilizam imóveis como garantia de crédito. “Resumidamente, o objetivo da nossa plataforma é auferir o valor de um imóvel, considerando critérios como área, localização, padrão de acabamento, estado de conservação, entre outros. Realizamos toda a implementação da plataforma atendendo os requisitos da norma técnica (NBR 14653-2) e do Banco Central”.

A plataforma foi premiada como melhor produto tecnológico durante o Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação em Engenharia de Produção de 2019 e a dissertação de Diogo, também apresentada durante o evento, recebeu menção honrosa de melhor trabalho da sessão ‘Manufatura Avançada”. Na ocasião, eles competiram com trabalhos desenvolvidos por alunos de mestrado e doutorado das mais renomadas universidades em engenharia de produção do país.

Veja esta e outras matérias sobre a Faculdade na 21ª edição da Revista FCA Abre Aspas. 

 

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