Grupo se reuniu no Laboratório de Geografia dos Riscos e Resiliência, sob coordenação do geógrafo Prof. Eduardo Marandola Jr.

Sons como linguagem espacial. A geografia do samba em São Paulo. Ritmos variados como expressão de modos de vida experienciados geograficamente. Implicações territoriais de eventos musicais. Paisagens sonoras. A cidade e a música.

Para alguns desavisados, talvez soe duvidosa a afirmação de que existem relações entre geografia e música e que elas podem ser investigadas cientificamente. Entretanto, o fato é que este tema de estudo vem se adensando no mundo e já conta inclusive com vários pesquisadores brasileiros. Um deles é Alessandro Dozena, geógrafo, músico (participou da Orquestra Orgânica Performática, inspiração para vários outros grupos e artistas, como o Barbatuques) e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 

Ele foi o responsável pela palestra “Os sons como linguagem espacial”, durante encontro do ciclo de seminários do Nomear – Grupo de Pesquisa Fenomenologia e Geografia, na quarta (dia 07), organizado no Laboratório de Geografia dos Riscos e Resiliência (coordenado pelo Prof. Eduardo Marandola Jr.) com o apoio do Programa de Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (ICHSA).

Dozena, autor do livro A Geografia do Samba na cidade de São Paulo’, fruto de pesquisa de doutorado em geografia humana defendida na Universidade de São Paulo (USP), conversou com os presentes sobre as origens dos estudos que relacionam a ciência geográfica com a música e apresentou algumas reflexões que está desenvolvendo sobre o fenômeno das batucadas brasileiras no exterior. O livro La Géographie Musicale’, escrito por Georges Gironcourt em 1938, foi apresentado como uma das primeiras obras a tratar do tema. Também foram discutidos aspectos dos textos ‘O Imaginário Utópico Brasileiro em Práticas Festivas Europeias’ e ‘O papel da corporeidade na mediação entre a música e o território’, de autoria do palestrante.

Este tipo de estudo que relaciona geografia, arte, literatura e filosofia é desenvolvido por pesquisadores ligados a uma corrente da geografia denominada geografia humanista, da qual o Prof. Eduardo Marandola Jr. é um dos representantes no Brasil. A revista Geograficidade, do Grupo de Pesquisa Geografia Humanista e Cultural, é editada por ele e pode ser acessada neste link. Confira o número especial sobre Geografia, Músicas e Sons, com textos de diversos autores brasileiros e estrangeiros.

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       Alessandro Dozena, geógrafo, músico e Professor da UFRN, durante a palestra "Sons como Linguagem Espacial"

 

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