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O que mais perdemos quando perdemos um museu? Veja vídeo com Profa. Juliana Leite e Prof. Mauro Simões

O Museu Nacional do Rio de Janeiro havia completado 200 anos em junho deste ano e era a instituição científica mais antiga do país. Tinha um acervo de mais de 20 milhões de itens, entre os quais estava, por exemplo, o crânio e a reconstituição da face da Luzia, o esqueleto humano mais antigo já encontrado nas américas e considerado o maior tesouro arqueológico do Brasil. Também foi destruída a maior coleção de múmias egípcias da américa latina; a primeira réplica de um dinossauro de grande porte que viveu há 80 milhões de anos na região do triângulo mineiro; e inúmeros objetos e registros de línguas de povos indígenas que não existem mais...

Enfim, o fogo, que durou aproximadamente 09 horas, transformou em cinzas não apenas parte da história do Brasil e do mundo, mas também a história pessoal e o trabalho de cada uma das pessoas que, em algum momento ou durante toda a vida, desenvolveram pesquisas e estudos na instituição. Como se não bastasse, este não foi o primeiro e pode não ser o último incêndio a destruir parte da nossa história, do nosso patrimônio científico e cultural. Matérias que saíram na imprensa desde domingo (dia 02, quando ocorreu o incêndio) apontam levantamentos que mostram que pelo menos uma instituição cultural brasileira é destruída pelo fogo anualmente e que não há sistemas de prevenção de incêndios na maioria dos museus brasileiros.

Em 2010 as chamas consumiram o Instituto Butantã, em 2013 o Memorial da América Latina, em 2015 o Museu da Língua Portuguesa, para citar poucos exemplos. O que mais perdemos quando perdemos um museu?

Neste vídeo, a Profa. Juliana Leite e o Prof. Mauro Simões, da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp, conversam conosco sobre alguns significados possíveis das perdas materiais e imateriais que tivemos com o incêndio que destruiu o museu nacional do Rio de Janeiro. A Profa. Juliana Leite é docente do curso de Administração Pública e o Prof. Mauro é docente de Filosofia do Núcleo Geral Comum, um conjunto de disciplinas de caráter humanístico cursadas por todos os alunos da Faculdade.

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